


POESIA

MINHA RELAÇÃO COM A ESCRITA começou ainda na infância, um caminho de elaboração subjetiva, um refúgio e uma melhor amiga. Com 8 anos, escrevi o meu primeiro "livro" chamado Diário de Débora. Escrevi por anos o que imaginava ser a história desse alter ego.
Na adolescência vieram as cartas, os textos mais reflexivos, os diários companheiros e a poesia.
Com 20 anos, jovem, leitora e inquieta, os escritos ocuparam o blog "Pensamentos em Retalhos" que reúnem textos produzidos entre os anos de 2010 e 2012.
No ano de 2019, publiquei o livro de poemas Doce água salgada, pela Editora Patuá. Este livro é uma oferenda literária para a rainha do mar, mar-casa do meu umbigo e da minha filha.
No ano de 2023, a poesia "Felina" integrou a Antologia Poética, Poetize 2023, Seleção Poesia Brasileira; e no ano de 2024 a poesia "Marisqueira" foi selecionada para compor a coletânea do prêmio OFF Flip de Literatura no gênero Poesia.
No ano de 2024, lançei o meu segundo livro de poesias pela editora Patuá. O livro "Mulher de Barro: refazimentos e sopros si" foi lançado na Flip 2024 em Paraty e na cidade de Salvador-BA. O livro ficou entre os finalistas do 2º Prêmio Candango de Literatura, em 2025.
Neste mesmo ano, participei da coletânica "Mulherituras baianas" publicado pela editora Arpilleras com poesias reunidas por mulheres de diversas partes do estado da Bahia.
A escrita sempre chegou antes do meu entendimento sobre ela. Com ela eu desafogo, abro espaço para a catarse, construo e reinvento narrativas, elaboro processos e depois de um tempo que releio, compreendo exatamente aquilo que precisava dizer.
Hoje eu sei que não sou eu quem escrevo.
A poesia é quem me escreve.
É ela quem me contorna nessa imensidão do que é ser.